- Minimização dos impactos com restrições de carga no sistema elétrico da CEAL.
- Desenvolver metodologia para a gestão das atividades de suporte de suprimento no curso de restrição de carga.
- Construir uma base integrada de dados e informações sobre as subestações e seus alimentadores de 13,8 kV, tais como, carregamentos, curvas de carga, tensões máximas e mínimas.
- Analisar as práticas com a transferência de carga entre os alimentadores de 13,8 kV, principalmente na hora de ponta.
- Investigar a localização das cargas críticas (hospitais, corpo de bombeiros, policia, área comercial pesada, etc)
- Desenvolver metodologia para a determinação das cargas sensíveis à tensão no que se refere aos coeficientes dP/dV e dQ/dV em cada subestação onde existam LTC´s.
- Desenvolver um plano de contingência para o caso de deficit de geração que implique em restrição de carga para a CEAL.
- Treinar o pessoal da CEAL para operacionalizar o plano de contingência.
Durante o período de 2000/2001 o sistema elétrico nacional sofreu um grande impacto com uma restrição substancial de carga, sendo que as concessionárias de distribuição de energia elétrica foram surpreendidas com a gravidade dos reflexos para os consumidores. Este fato foi extremamente negativo aumentando o desgaste entre os consumidores que operavam com cargas críticas e as concessionárias. Pretende-se com este projeto, reduzir ao mínimo os impactos com um eventual "apagão". Serão consideradas 4 alternativas a serem adotadas, inclusive a instalação de geradores móveis nas subestações, muito embora as concessionárias evitem esta opção, devido aos custos envolvidos. De qualquer maneira não se pode adotar uma única alternativa pois algumas delas são complementares. Assim, a CEAL poderá escolher as melhores opções para cada zona de sua área de concessão.
Criar e implantar um modelo demonstrativo de intervenção em mercados rurais de baixa renda visando estimular o uso produtivo da energia elétrica e energias alternativas para reduzir os índices de inadimplência entre os consumidores incluídos no programa luz para todos.; dotar a ceal de recursos para o acompanhamento e apoio ao desenvolvimento do mercado que está sendo incorporado com o programa de universalização.
Com o programa de universalização dos serviços de energia elétrica estão sendo atendidos consumidores com níveis de renda insuficiente até mesmo para o pagamento das contas de energia e essa energia praticamente não é utilizada para atividades produtivas, frustrando um dos pressupostos de tais investimentos, que é a promoção do desenvolvimento econômico e a redução de desigualdades econômicas e sociais. COM ESTES NOVOS CONSUMIDORES É IMPORTANTE DESENVOLVER CAPACIDADES QUE PERMITAM, TAMBÉM, UTILIZAR A ENERGIA ELÉTRICA EM ATIVIDADES PRODUTIVAS. Formam-se, assim, mercados de energia elétrica incipientes e insuficientes para remunerar os investimentos na expansão da rede elétrica, os quais precisam ser subvencionados pelos demais consumidores, onerando-os e impactando negativamente a modicidade tarifária e, por conseqüência, a competitividade de determinados produtos. Assim, os alvos do projeto são: (a) a condição econômica desse mercado rural de baixa renda; (b) a realização do potencial produtivo da energia elétrica em regiões pouco desenvolvidas; (c) a promoção da eficiência energética na concepção de empreendimentos. Não se pode subestimar a complexidade desse tipo de intervenções, dado aos múltiplos aspectos e atores que podem estar envolvidos. No entanto, as distribuidoras de energia elétrica podem ter como motivador de sua participação a possível convergência de estratégias de Responsabilidade Social e de Promoção do Mercado de Energia Elétrica.
O objetivo deste projeto de pesquisa e desenvolvimento será a concepção de soluções de repotencialização de linhas usando alternativas híbridas com aplicação de condutores especiais em vãos específicos, mantendo os cabos existentes nos vãos onde for viável. Existe uma grande expectativa da redução de custos na repotencialização das linhas, com a aplicação destas soluções, diante da possibilidade concreta de se evitar o descarte do condutor antigo e se evitar a instalação de estruturas adicionais em grande escala.
Quando uma linha de transmissão apresenta limitações de sua capacidade por aspectos de corrente máxima (Ampacidade), a técnica de repontencialização mais publicada e difundida é a substituição do condutor existente na linha por um cabo de maior bitola, com evidentes necessidades de reforço nas estruturas (ou torres ).
Este processo envolve toda extensão da linha de transmissão e tem um custo muito elevado, tanto pela aquisição de um novo cabo com maior bitola, com o descarte do cabo existente, quanto pela necessidade de reforço mecânico das estruturas.
A utilização de cabos termo-resistentes também já foi publicada como solução para as linhas onde o condutor passa da temperatura de 90ºC. Esses cabos suportam até 200ºC, mas tem a mesma flecha que os cabos convencionais e não resolvem a questão da distância de segurança cabo-solo. Além da aquisição de um novo cabo termo-resistente, existe a necessidade de elevação das estruturas, que representam um custo significativo, além de se continuar a descartar o cabo antigo.
Desenvolvimentos recentes de cabos condutores apresentados em fóruns internacionais mostram cabos diferenciados, com flechas reduzidas e características especiais, mesmo em altos carregamentos de corrente.
Estes cabos ainda têm custos muito elevados para um uso extensivo, em todo o comprimento de uma linha qualquer. A sua utilização em vãos específicos, fazendo um mix com os cabos convencionais em outros vãos, pode ser muito atrativo sob o ponto de vista de investimento.
a) A estrutura está desatualizada. No período entre a publicação das primeiras tarifas horosazonais em 1982, e a publicação das primeiras TUSD, em 1999, poucas mudanças foram feitas no tocante a estrutura tarifária. Entretanto, houve mudanças profundas no setor elétrico, sendo a desverticalização a principal delas. Em decorrência, os serviços de “fio” e de comercialização de energia foram segregados, mas a estrutura tarifária permaneceu inalterada.
b) Existem incentivos que estão levando consumidores a um comportamento que não parece minimizar custos e otimizar a utilização do sistema. Por exemplo, alguns grupos tarifários se sentem excessivamente penalizados pelas tarifas de ponta e estão instalando geradores a diesel para reduzir seu consumo neste horário. Ademais, alguns consumidores em alta tensão (138 kV, e mesmo 69 kV) estão buscando conexão direta com a rede básica para evitar o pagamento de tarifas pelo uso do sistema de distribuição. Este “bypass” não econômico requer investimentos complementares e gera ativos ociosos no sistema da distribuidora que acabam endo remunerados por aqueles que não onseguem migrar.
c) Existe um “descolamento” entre as tarifas no mercado de atacado (preço spot da CCEE) e no mercado de varejo. No primeiro, as diferenças entre ponta e fora de ponta são desprezíveis, enquanto que no segundo são significativas. No processo de reformulação do modelo do setor elétrico, não houve um esforço de entender a razão das diferenças, tampouco de reconciliar as discrepâncias.